A HISTÓRIA SOBRE O PINHO
DE RIGA QUE A HISTÓRIA NÃO CONTA

A grama do vizinho é sempre mais verdinha. A máxima popular ganha tons de verdade histórica quando nos remete a obsessiva mania brasileira, desde os tempos de colônia, de adotar indiscriminadamente hábitos e costumes vindos d`além mar. Conta-se que naqueles tempos, era de praxe entre os navegadores lusitanos usar madeira como lastro em suas embarcações. A madeira conferia maior equilíbrio e hidrodinâmica as embarcações, além de absorver a água do mar que se infiltrava sob o convés. Parte dessa madeira, para os portugueses, de péssima qualidade; portanto, usada como lastro ou para a construção de caixotes, era simplesmente abandonada nos portos e praias brasileiros. Acreditando se tratar de apreciadíssimos espécimes da flora européia, os brasileiros passaram a incorporá-la a construção de móveis e casas. Foi assim que o Pinho de Ríga, madeira que de nobre nunca teve nada; e, que, ao contrário do que se pensava, não é oriunda das estepes russas, mas da região que lhe dá nome em Portugal, conquistou um lugar de honra no imaginário dos brasileiros.

VERDADES E MENTIRAS SOBRE O MOGNO:
PINHO DE RIGA II
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O Mogno, símbolo de realeza e durabilidade, encanta o mundo com sua beleza e incrível propriedade de resistência a drásticas variações de temperatura. Ideal para a construção de móveis, o mogno, resiste, sem sofrer deformações, a temperaturas que podem variar de 54 graus celsius positivos até 21 graus celsius negativos. Eis porque é tão cobiçado por europeus e americanos. Eis porque seus preços atingem cifras estratosféricas. O que torna-se difícil de explicar pela via lógica é o porquê da predileção pelo mogno em um país como o nosso em que o clima não sofre grandes oscilações e existem inúmeras espécies que podem substitui-lo com inúmeras vantagens.